Pós-graduada em Comunicação Empresarial e Gestão de RH. Fonoaudióloga com especialização em Voz e pós-graduada em Audiologia.Sócia e Consultora da Besser Serviços de Consultoria e Gestão Empresarial Ltda. Consultora, Instrutora e Facilitadora do Sebrae Nacional, da Ampla/Sitel e do Projeto ETT da Petrobrás. Atuando nas áreas de Gestão de Pessoas, da Comunicação e da Qualidade Total em várias instituições públicas e privadas. Twitter @MBMarques
Olá amigos do Nós!
Estive longe por um tempo, estava dando conta de muitas inovações profissionais. Mas estou de volta e, após uma leitura muito interessante, sobre um assunto que já se discutiu de várias maneiras, senti a necessidade de compartilhar com vocês minhas opiniões e experiências.
O livro é ‘Womenomics – A Tendência Econômica por Trás do Sucesso Pessoal e Profissional das Mulheres – Ed. Campus/Elsevier’.
Apenas para que não se pense que o livro refere-se só ao universo feminino, os argumentos são válidos também para o universo masculino. Não é um artigo feminista. É para todos no universo profissional.
Bem, minha curiosidade pelo livro se deu por uma necessidade e avaliação própria, quando me vi tendo que abrir mão de vida pessoal, outras demandas profissionais, em função de um horário fixo, rígido de trabalho, embora os resultados que eu produzia para a corporação, fossem indiscutivelmente superiores às metas estabelecidas por eles. Diante deste quadro, me questionei muito em relação à necessidade da rigidez de horários, numa era em que os resultados são o que verdadeiramente importam.
A leitura me deu a convicção de que eu precisava. De que é possível, e cada vez mais necessário, modificar o olhar sobre a questão do tempo que precisamos ficar dentro dos nossos escritórios e empresas, em relação ao que produzimos.
Será que vale a pena impor a rigidez de horários para aquele profissional diferenciado, pró-ativo, que tem atitude, soluções, eleva o nível da corporação, tem rendimento superior às metas?
Não seria mais inteligente que houvesse uma negociação entre as partes, para que tanto o colaborador, quanto a corporação, tivessem o que necessitam?
Fica muito claro que o modelo de gestão, onde existe a rigidez de horários, inclusive com controle de ponto, deve ser reavaliado.
Ok! Concordo que nem todos os profissionais e nem todos os segmentos podem aderir a um sistema de gestão mais flexível, principalmente no ramo industrial ou de comércio. Mas nas corporações que lidam com outros segmentos do mercado, onde os profissionais podem, por meio de inúmeras ferramentas de conexão, serem tão ou mais produtivos, mesmo que fora dos escritórios, essa cultura da rigidez é obsoleta.
No livro, temos as classificações etárias e as relações com os modelos de gestão que são rígidos e as negociações sobre tempo.
Há que se entender que quando pleiteamos flexibilidade no trabalho, nada tem a ver com COMODISMO, é uma necessidade, pensada, refletida para que possamos agregar qualidade e crescimento pessoal às nossas vidas.
Obviamente, nós mulheres temos uma visão mais ampla da necessidade de mais tempo para vida pessoal, principalmente quando pensamos na educação dos nossos filhos. Mas vou ainda mais longe, a flexibilidade nos horários nos permite investir tempo na gestão de nossas carreiras, agregando mais conhecimento, mais atribuições e qualificações que só vão elevar nossa produtividade em nossas corporações.
A pergunta que me fiz e que proponho é extremamente simples e óbvia: será que estar presencialmente nas empresas é garantia de produtividade, comprometimento, qualidade?
Sinceramente, acredito que não!
Muitas vezes, as madrugadas são os momentos em que me sinto mais criativa, mais produtiva. Valeria a pena não aproveitar este tempo, estas ideias, apenas porque foge do meu horário de trabalho? Será que no dia seguinte, já na mesa do escritório, as ideias seriam tão bem desenvolvidas, quando estamos pensando em alguma pendência da vida pessoal?
Enfim. O artigo serve pra refletir e para incentivar que leiam o excelente livro citado.
Em tempo, este artigo foi escrito no dia 05.05.2010 às 2h20 da manhã.
Maria Bernadette Marques 1/6/2010 15:38:22
Obrigada Ísis e Davi, pelos comentários. Bom saber que muitos compartilham da mesma idéia!
Vamos flexibilizando!
Um abraço!
Isis Soares Pereira 18/5/2010 09:35:06
Nas organizações de uma forma geral, existem maneiras padronizadas de executar cada tipo de atividade. A padronização uniformiza o tratamento que é dado as coisas e quase sempre facilita a rotina. Mas há momentos em que é preciso ter jogo de cintura para se adaptar àquilo que escapa ao previsível.
A flexibilidade tornou-se uma característica fundamental para toda empresa moderna. O mercado, os clientes e os parceiros de negócio tem as exigências o mais diversas possíveis. Estar preparado para atender a essas exigências exige uma enorme capacidade de acomodação. É preciso conciliar necessidades e interesses.
Ceder aqui, flexibilizar ali.
Às vezes, fugir de um procedimento convencional pode ser a diferença entre conquistar um novo cliente, fechar um contrato interessante ou estabelecer uma parceria de sucesso ou não.
Davi Abrantes 12/5/2010 18:15:53
Concordo com você! Também não acredito que a presença na empresa nos garanta produtividade, comprometimento e qualidade. Sem deixar de mencionar inovação. Algumas empresas inovam, além de seus produtos e serviços, na forma de fazer as coisa no dia-a-dia. Muito dizem que a maioria das inovações surgem de idéias bem trabalhadas dentro da empresa. Atestando o que você comenta no artigo, acho que além da flexibilidade, o fundamental é ter o tempo como nosso aliado na busca de soluções, assim como o fundamental é transformar conhecimento em idéias que gerem inovações.
Parabéns!
Maria Bernadette Marques 7/5/2010 12:20:38
Tânia! Muito obrigada pelo seu comentário. Que bom saber que há identificação de muitas pessoas com essa nova realidade, esse novo modelo de gestão. Isso nos ajuda a sair da utopia, e talvez, promovendo discussões frequentes, possamos daqui há alguns anos, tornar a FLEXIBILIDADE algo real no mercado de trabalho. Que seja uma semente plantada para a vida profissional dos nossos filhos! Cada vez se pensa mais em QUALIDADE! E pra se ter qualidade, é preciso repensar muitos conceitos.
Um grande abraço!
Bernadette Marques
Tânia Lima 6/5/2010 21:15:53
Puxa, que artigo maravilhoso!!!
Estava "viajando" pela internet, pesquisando leituras interessantes e me deparei com este site... gostei bastante!
Esta situação descrita no artigo é, de fato, algo muito sério... precisamos buscar um equilíbrio entre todas as áreas de nossa vida. Hoje mesmo recebi um e-mail onde tratava desta questão, do profissional x pessoal. Se empreendermos forças somente no lado profissional, que é claro, é indispensável ter um bom investimento e desenvolvimento, perdemos muitíssimo em outros âmbitos, especialmente o pessoal, que deve ser o mais bem tratado por nós, porque é nele que temos as maiores perdas e as maiores conquistas (familiares, amores, filhos, amigos...). O caso do rapaz que sai cedo para o trab e chega muito tarde, por conta da faculdade, é uma realidade cada vez mais comum. Eu mesma já vivenciei isso, quando fiz a minha faculdade. Entendo que em certos momentos, devemos abrir mão de algumas coisas para conquistar outras. Porém, tudo tem que ser medido, ou tentar estar em equilíbrio. Gostei muito da leitura. E vou visitar o site mais vezes... Abraços.
Maria Bernadette Marques 6/5/2010 15:10:53
Obrigada pelos comentários!
Sempre bom saber a opinião dos leitores.
Tony, obrigada pelo elogio. O Nós está sempre de parabéns!
Thiago, muito bacana a sua reflexão! Vejamos o exemplo que você citou, uma pessoa que passa 10h do seu dia em seu local de trabalho e ainda organiza o seu tempo, para estudar, visando o seu desenvolvimento e melhores oportunidades. Será que esse sujeito tem qualidade de vida? Será que as 10h no trabalho são altamente produtivas? É possível manter-se motivado vivendo desta forma?
São esses questionamentos que me faço e que o livro, brilhantemente expõe. Realmente recomendo a leitura.
Abraços,
Maria Bernadette Marques
tony zanon 6/5/2010 13:37:46
nota dez, texto show de quem sabe....parabéns pela coluna e pela colunista...
Thiago Cristiano da Silva 6/5/2010 11:50:05
Tenho pensado muito nesses últimos dias nesse assunto,conversando com os meus amigos esses dias, expressei essa idéia, de que, temos que trabalhar menos para investir em nossas vidas pessoais.Particularmente penso que todos aqueles que estudam deverial trabalhar só 6 horas por dia,será muito mais proveitoso, o trabalho e o estudo de quem pode ter esse tempo para se dedicar a ter uma vida social!!um rapaz de 24 anos esses dias na condução, me disse:que saia de casa 4:30 da manhã e chegava em casa as 23:30 ,em seu trabalho ele permanecia 10horas e ainda estudava porque precisava ser alguém na vida!!mais ele não tinha uma vida atulmente...era só para o futuro...isso precisa com certeza ser revisto.Parabéns pelo artigo irei dá uma olhada no livro.