Aurélio Martins Favarin é relações públicas graduado pela Universidade Estadual de Londrina (UEL) (www.uel.br) e está inscrito na pós-graduação Comunicação Organizacional: gestão estratégica, da mesma universidade. Atualmente, responde pelas atividades de Comunicação e Pesquisa de Marketing da OnixSat Rastreamento de Veículos Ltda. e mantém o blog TCC Comunicação (www.tcccomunicacao.blogspot.com) Twitter @aureliofavarin
Muita gente pode se perguntar: é possível que as organizações realmente adotem estratégias sólidas se são os stakeholders que mandam? Se são eles que têm meios de comunicação que fornecem a velocidade necessária para exigir 5 mudanças das empresas e instituições por segundo? Esse é um ponto crítico, mas o é porque pensamos nas organizações como seres estáticos e nos esquecemos da lógica relacional que nos permeia. Será que fugir para debaixo da cama vai resolver e garantir que o nosso planejamento será realizado sem qualquer alteração em decorrência dos stakeholders?
É aí que mora o perigo: encarar o diálogo com os stakeholders como algo ruim e pensar que o diálogo instantâneo deve acontecer apenas em estratégias on-line. Estamos na era dialógica, onde as conversas são instantâneas e os planejamentos não são feitos para 5 anos, mas para 1 com revisão no término do primeiro semestre. A questão deveria ser: é possível que as organizações tenham estratégias sólidas sem o diálogo com stakeholders?
Pessoal, os nossos queridos públicos de interesse sabem que apesar da conversa instantânea, algumas coisas demoram um certo tempo para se desenvolver. Hoje, já se sabe que relacionamento é muito mais que comunicação e soluções concretas em um estalar de dedos acontecem apenas em contos de fadas.
As exigências de relacionamento são maiores, mas a participação dos públicos, por meio do diálogo, é muito bem encarada por eles e existe a compreensão do tempo de demora para as necessidades serem solucionadas. É mais ou menos como o quadro ‘Proteste Já’, do irreverente e politizado programa CQC. A questão está no compromisso da organização com seus públicos. Se vai demorar 3 meses tudo bem, o importante é acontecer.
Há cerca de 2 anos assisti a uma palestra do diretor de web do portal Terra e ele falou sobre a necessidade de contato constante com usuários para desenvolver ferramentas realmente importantes. Isso só me faz acreditar que as inovações tendem a surgir cada vez mais em grupos focais, discussões em redes sociais, SAC e pesquisas em profundidade do que no ‘achômetro’ ou feeling (eufemismo) de executivos.